Conecte-se conosco

Investimentos

Chegou a hora dos investimentos desbancarizados, a exemplo do P2P, diz executivo

Em contrapartida, os fundos ligados a papéis (indexados ao IGP-M) tiveram um ano relativamente bom

Publicado

em

P2P

Certamente você deve se lembrar com saudades dos tempos dourados que marcaram os anos entre 2005 e 2016. Com taxa Selic oscilando entre 19,75% e 14%, impulsionando todos os títulos públicos e CDBs, os investidores mais tradicionais estavam tranquilos enquanto obtinham ganhos até por meio da tão desprezada caderneta de poupança (que chegava a render 0,7% ao mês). E mesmo os investidores estrangeiros viam nas altas taxas de juros uma verdadeira galinha dos ovos de ouro, com a certeza de possibilidades seguras e excelentes rendimentos para seus investimentos.

“Infelizmente, durou pouco”, diz Gabriel Nascimento, CEO da Ulend, para quem, o cenário mudou radicalmente, agravando-se sobretudo com a pandemia. “Com as taxas de juros a modestos 2% ao ano, muitos investidores foram obrigados a migrar da segurança dos títulos indexados à taxa básica de juros para se aventurar em diferentes modalidades.”

Fundos de renda fixa com o corte de juros

Investimentos: alternativas

Para Nascimento, uma das alternativas ainda bem conservadoras seriam os fundos imobiliários. Porém, viu-se que, durante o auge da crise ocasionada pelo corona vírus, eles não eram boa ideia. Afinal, são atrelados a aluguéis e, com a pandemia, houve muita renegociação, atrasos nos pagamentos e aumento da inadimplência. “Sem falar que os fundos ligados aos shopping centers foram dos mais afetados, bem como aqueles ligados a hotéis, que amargaram bastante prejuízo”, destacou.

Em contrapartida, os fundos ligados a papéis (indexados ao IGP-M) tiveram um ano relativamente bom, à medida que a taxa Selic abaixava. Mas ainda assim, a depender do tipo de fundo, os rendimentos nesta modalidade geram em torno de 8% ao ano em sua melhor performance – o que não chega nem perto do que se via no início dos anos 2000.

Modalidades

Dentro deste contexto, algumas modalidades de investimento que fogem da intermediação bancária estão ganhando espaço entre clientes que desejam ter segurança e alta rentabilidade ao mesmo tempo, como por exemplo o Peer to Peer Lending (P2P) – uma forma de pessoas ou empresas conseguirem empréstimo por meio de outras pessoas online, sem a intermediação de bancos.

“Segundo o Banco Mundial, o Brasil é vice-campeão mundial em spread bancário, ficando atrás apenas de Madagascar. Assim fica fácil imaginar por que plataformas de investimentos desbancarizadas têm tanto potencial por aqui, certo?”, disse.

Concentração de recursos

Conforme ele, a grande concentração de recursos ainda está nas mãos de cinco bancos, que dominam 82% do mercado, de acordo com um estudo do Banco Central feito em 2018. No entanto, a tecnologia, com seus custos menores, está acelerando o processo de desbancarização.

“Em terras brasileiras, o P2P ainda engatinha, mas já dá conta do recado no intuito de oferecer crédito a custos menores para o tomador e rentabilidade competitiva ao investidor – as operações chegam a obter taxas de retorno entre 15% a 18% – números próximos aos observados no retorno de títulos públicos e CDBs no início dos anos 2000. E bem mais altos do que os atuais oferecidos pelos fundos imobiliários.”

E diz mais: “em todo o mundo, já existem incontáveis plataformas de P2P, sendo este um mercado que movimentou mais U$65 bilhões apenas 2015. A Inglaterra, por ser o berço, é um dos maiores mercados, ao lado de EUA e China. O sucesso se deve ao fato de que este tipo de investimento é mais rentável do que 90% das modalidades existentes no mercado, e também considerado bastante seguro.

Mercado em ascensão

Apesar dos números extraordinários em termos de ganhos e do mercado em ascensão, obviamente, por se tratar de empréstimo, o investimento em P2P tem seus riscos. Mas existem mecanismos capazes de mitiga-los e o primeiro deles é apostar na diversificação: emprestar sim, mas para várias empresas, de vários setores e de diferentes portes. Isso possibilita que, em caso de perdas em um dos segmentos, os demais garantem compensação.

“Um segundo fator para redução de riscos é a análise de crédito acurada, realizada de maneira correta e por ferramentas de última geração. E mesmo que algum cliente venha a ficar inadimplente, a fintech deve garantir a execução judicial para garantir o recebimento dos valores devidos. Por enquanto, no Brasil, só é possível emprestar valores para empresas – o que é mais seguro para o investidor, afinal a qualidade e o nível de detalhe das informações disponibilizadas pelas empresas é maior, permitindo uma análise de crédito mais precisa”, ressaltou.

“Felizmente, o P2P não está sozinho na missão de trazer inovação e tecnologia para o mercado financeiro. Existem muitas fintechs com o mesmo objetivo: oferecer serviços que antes eram exclusividade dos bancos, porém de forma online e com uso de tecnologia de última geração. A expectativa é que cada vez mais inovações surjam para renovar a cena dos investimentos no Brasil, e que novas possibilidades sejam asseguradas de maneira mais simples, mais baratas e também mais seguras”, frisou.

Publicidade
Comentários

Empresas

Telefônica pretende pagar juros e dividendos em 2021

Para a Elite Investimentos, a empresa reportou bom resultado em 2020

Publicado

em

A Telefônica Brasil (VIVT3) anunciou pagamento de juros e dividendos para este ano, conforme documento encaminhado ao mercado.

De acordo com a empresa, os pagamentos cairão na conta dos acionistas em duas datas: 13 de julho e 05 de outubro.

Na primeira, serão pagos os juros anunciados em seis ocasiões do ano passado, somando um valor bruto por ação de R$ 3,1359 para as ações ON e de R$ 1,2033 para as preferenciais existentes antes da conversão de todos os papéis em ordinários.

Em outubro, será a vez de os acionistas receberem um total de R$ 1,6511 por ação ordinária, na forma de dividendos anunciados em duas ocasiões do ano passado.

Como se sabe, a diferença é que os juros recebidos deverão pagar uma alíquota de 15% de Imposto de Renda, enquanto os dividendos são isentos. Apenas para se ter uma ideia, o formulário de referência de 2020 da Vivo indica que seu capital social é representado por 1,691 bilhão de ações ordinárias.

A operadora concluiu a conversão de suas preferenciais em ordinárias em novembro do ano passado, na proporção de uma ON para cada PN.

Telefônica Brasil (VIVT3) anuncia pagamento de juros e dividendos em 2021

.

Telefônica – Elite Invest

Para a Elite Investimentos, a empresa reportou seu resultado referente a 2020 e o bom desempenho justificou a manutenção da tele na carteira de dividendos da gestora.

A afirmação é da própria gestora por meio de relatório ao mercado, onde reitera sua recomendação de compra da companhia e preço-alvo em R$ 60,05.

No documento, a Elite elenca a eficiência na gestão de custos por parte da tele por conta das medidas tomadas pela operadora para digitalizar e automatizar processos, bem como flexibilização de contratos trabalhistas.

Também destacou os investimentos focados na ampliação e qualidade das redes 4G e 5G, além de uma parceria para atração de investidor para a nova empresa de fibra ótica anunciada em julho de 2020.

Telefônica: endividamento

Outro ponto elencado pela Elite foi com relação ao endividamento que segue sem preocupar a empresa. A dívida bruta encerrou o trimestre em R$ 2,76 bilhões excluindo o reconhecimento de passivos decorrentes de arrendamentos, exigidos pelo IFRS 16.

“A companhia não possui dívida denominada em moeda estrangeira. Ao excluir o efeito do IFRS 16, registrou caixa líquido de R$ 2,99 bilhões no quarto trimestre”, disse.

E acrescentou: “já em comparação ao quarto trimestre de 2019, o caixa líquido aumentou em R$ 4,0999 milhões, principalmente pela maior geração de caixa no período.

Acionistas

Por fim, a Elite ressaltou a maximização do retorno aos acionistas, lembrando que em 2020 a tele havia aprovado o pagamento de juros sobre capital próprio e dividendos no valor bruto de R$ 5,4 bilhões relativo ao exercício social de 2020.

Dessa forma, o dividend payout atingiu 113,6% e o dividend yeld foi de 7,0% no ano.

4TRI20

A companhia registrou lucro de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2020, alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2019, mostra documento enviado ao mercado na terça-feira (23).

Segundo a empresa, o valor foi puxado pela menor despesa com impostos.

A receita operacional, por outro lado, caiu 1,5%, somando R$ 11 bilhões.

Veja VIVT3 na Bolsa:

Continue lendo

Ações, Units e ETF's

Vale anuncia pagamento de R$22,5 bi em dividendos em março

O valor total entregue aos investidores deve somar R$ 22,5 bilhões

Publicado

em

O conselho de administração da Vale aprovou a distribuição do total de R$ 4,26 por ação (aproximadamente US$ 0,77 por ADR) na remuneração aos acionistas com relação ao desempenho da companhia no segundo semestre do ano passado.

Segundo o Valor Econômico, o valor total entregue aos investidores deve somar R$ 22,5 bilhões, equivalente a quase 85% do lucro líquido anual obtido por ela em 2020.

Vale (VALE3) anuncia pagamento de R$22,5 bi em dividendos em março

Vista de mina da Vale em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)

VALE: dividendos

Em termos percentuais, o dividendo distribuído representa um retorno com dividendo (dividend yield) próximo a 4,5%, quando se considera o preço de fechamento da ação da mineradora ontem, de R$ 95,71.

Conforme a empresa, a continuação da política de dividendos visa devolver aos acionistas uma parcela “relevante” da geração de caixa da companhia, em um padrão previsível e alinhado com o pilar estratégico da companhia de disciplina na alocação de capital.

Dos R$ 4,26 que serão pagos aos acionistas, R$ 3,426 por ação serão na forma de dividendos, e, portanto, isentos de Imposto de Renda, e R$ 0,835 por ação como juros sobre o capital próprio (JCP). Nesta segunda parcela incide 15% de IR na hora do recebimento.

O pagamento da remuneração ocorrerá em 15 de março e a data de corte para os detentores de ações no Brasil será o dia 4, enquanto a data de referência para quem tem recibos de ações na bolsa de Nova York o dia 8.

A partir do dia 5 de março os papéis serão negociados sem o direito a este dividendo e JCP.

3TRI20

A mineradora reportou lucro líquido de R$ 739 milhões no quarto trimestre, ante prejuízo líquido de R$ 1,56 bilhão um ano antes, refletindo um histórico desempenho da unidade de ferrosos guiado por preços mais altos que foi minimizado por despesas pelo desastre de Brumadinho (MG).

Segundo a Reuters, a empresa assinou em fevereiro um acordo de R$ 37,69 bilhões para reparação de danos coletivos causados pelo rompimento de barragem da mineradora em 2019 em Brumadinho, com autoridades de Minas Gerais, encerrando ações coletivas na Justiça.

Vale: o acordo

O acordo impactou o resultado do quarto trimestre em R$ 3,872 bilhões, informou a Vale na noite de quinta-feira, ao relatar o balanço do ano 2020.

Além disso, a empresa realizou provisões adicionais para descaracterização de barragens de US$ 617 milhões.

Também afetou o resultado a realização de US$ 1,5 bilhão em baixas contábeis, principalmente relacionado a ativos de carvão e níquel.

Considerando todas as unidades da companhia, o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$ 4,24 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 20% ante o mesmo período de 2019.

Veja VALE3 na Bolsa:

Continue lendo

Empresas

Sequoia Logística reporta lucro líquido de R$30 mi no 4º tri, alta de 144%

No acumulado de 2020, o lucro líquido obtido foi de R$ 42,7 milhões, alta de 182%

Publicado

em

Sequoia Logística reporta lucro líquido de R$30 mi no 4º tri, alta de 144%

A Sequoia (SEQL3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 30 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 144% ante igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, nos quatro últimos meses de 2019 a companhia havia registrado lucro ajustado de R$ 12,6 milhões.

Já no acumulado de 2020, o lucro líquido obtido foi de R$ 42,7 milhões, alta de 182%.

Ainda segundo o balanço da empresa, o ROIC da Companhia ficou em 32,6%, 1,1 p.p. inferior ao quarto trimestre de 2019.

Sequoia (SEQL3) reporta lucro líquido de R$30 mi no 4º tri, alta de 144%

Sequoia: receita

A receita líquida atingiu R$ 344,1 milhões, crescimento de 108% em relação ao quarto trimestre de 2019, com R$ 165,5 milhões.

No acumulado do ano, a receita líquida atingiu R$ 998,1 milhões, crescimento de 89% em relação ao mesmo período de 2019.

O lucro bruto da Sequoia totalizou R$ 82,8 milhões, enquanto a margem bruta ficou em 24,1% no trimestre.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 38 milhões.

No mesmo trimestre de 2019, o Ebitda era de R$ 25 milhões.

“Essa melhora foi impulsionada principalmente pelo aumento da receita líquida e redução relativa dos custo dos serviços prestados”, destacou a Sequoia.

Sequoia: balanço

A margem Ebitda ajustado alcançou 11%, queda de 4,1 ponto percentual na comparação com um ano antes.

As despesas comerciais, gerais e administrativas totalizaram R$ 44,77 milhões no quarto trimestre, incremento de 6,4 p.p. sobre a receita líquida em comparação ao mesmo trimestre de 2019.

Na comparação anual houve avanço de 1141,9% nas despesas.

A dívida líquida da Companhia encerrou o terceiro trimestre em R$ 20,14 milhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, ficou negativa em 0,2 vezes no final do trimestre, contra 2,7 vezes no trimestre anterior.

Veja SEQL3 na Bolsa:

Continue lendo

MAIS ACESSADAS