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Economia

IOF sobe 36% e crédito fica mais caro; Veja simulações com as novas alíquotas

Saiba como fica uma operação de crédito para pessoas físicas e jurídicas após aumento recente na alíquota do IOF.

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Crédito: Afixcode

O aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 36% foi aprovado nesta sexta-feira, 17, pelo presidente Jair Bolsonaro. Com a mudança, o governo quer garantir mais arrecadação para financiar o Auxílio Brasil, programa que vai substituir o Bolsa Família.

Leia mais: Alíquota do IOF subiu 36%: entenda o que muda no seu bolso

As novas alíquotas incidem sobre operações de crédito, como empréstimos e financiamentos. De acordo com o decreto, esses valores terão validade até o dia 31 de dezembro. Veja como fica:

  • Pessoas jurídicas: aumento da alíquota diária de 0,0041% (anual de 1,50%) para 0,00559% (anual de 2,04%).
  • Pessoas físicas: aumento da alíquota diária de 0,0082% (anual de 3,0%) para 0,01118% (anual de 4,08%);
  • Pessoas Jurídicas do Simples Nacional (Como MEIs): sem alterações, a alíquota diária segue em 0,00137%.

Simulações

Em uma operação de crédito como era até então, com IOF a 3% ao ano, uma pessoa física pagaria 12 parcelas mensais de R$ 1.129,56, resultando em R$ 13.554,72. Com a nova alíquota, de 4,08% a.a., as mesmas 12 parcelas passam a ser de R$ 1.141,41, enquanto o total vai a R$ 13.696,92.

Para empresas, um empréstimo pago em 12 parcelas mensais de R$ 4.652,76 totalizaria R$ 55.833,12 com a alíquota antiga (1,5% a.a.). Já com a alíquota nova de 2,04% ao ano, as parcelas mensais passam a ser de R$ 4.677,51, com total de R$ 56.130,12.

Os cálculos foram feitos pelo Estadão com base em dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

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Economia

Pode faltar gasolina no Brasil? Veja o que dizem autoridades e especialistas

Enquanto especialistas alertam para risco de desabastecimento, governo evita o assunto e nega possibilidade.

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Distribuidores de combustível alertam a população sobre a possibilidade de faltar gasolina no país a partir do próximo mês, mas o governo nega que isso possa ocorrer. A situação deve ficar ainda mais grave a partir do dia 1º de novembro, data escolhida pelos caminhoneiros para o início de uma greve geral.

Leia mais: Empresas listadas na Bolsa perderam R$ 284 bilhões desde o anúncio do Auxílio Brasil

Além da disparada no dólar registrada após o anúncio da criação do Auxílio Brasil fora do teto de gastos, o clima entre as distribuidoras e a Petrobras não é bom. A estatal atualmente está focada na produção de petróleo do pré-sal, enquanto o mercado não tem a fiscalização necessária.

Após o congelamento de preços ocorrido no governo de Dilma Rousseff, a Petrobras adotou uma política de preços muito criticada. “Nenhum país grande produtor de petróleo pratica uma política de paridade de preço internacional como a Petrobras vem fazendo hoje”, diz William Nozaki, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

“Apenas países sem grandes reservas e dependentes de importação acabam tendo que utilizar esse mecanismo, por falta de alternativa. É preciso um mecanismo de estabilização que amorteça a volatilidade dos preços para os consumidores”, completa.

Risco de desabastecimento

No último dia 14, a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou em nota que está em estado de alerta após a petroleira reduzir em até 50% o volume solicitado para as cotas.

“Desde o último aumento, há uns 15 dias, a estatal vem segurando os preços internamente. A defasagem (em relação ao exterior) está em torno de R$ 0,50 para a gasolina e em mais de R$ 0,60 para diesel. As distribuidoras terão que importar, porque a Petrobras está reduzindo as cotas, e, como o preço lá fora está muito alto, a estatal está transferindo o ônus para as distribuidoras”, explica Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF.

Caso a estatal não consiga refinar volume necessário para atender o mercado interno, as distribuidoras podem ficar sem gasolina a partir de novembro. “Nesse sentido, poderá haver realmente falta de produto, pois está muito mais caro importar combustível”, completa.

Governo nega possibilidade

Apesar dos alertas sobre risco de desabastecimento, o Ministério de Minas e Energia (MME) tem evitado falar sobre o assunto. A Agência Nacional de Petróleo (ANP), órgão para o qual a pasta direciona a demanda, garante que a possibilidade não existe.

“Não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento. A ANP adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos”, afirma.

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Empresas

JHSF Participações conclui aquisição da Usina São Paulo

A companhia detém, agora, 67% das ações da adquirida

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A JHSF Participações concluiu a aquisição da Usina São Paulo, conforme comunicado encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, a Usina consta como titular do Contrato de Concessão de Direito e Uso da Área a Título Oneroso.

Também disse que após a conclusão da transação, a Companhia detém 67% das ações da Usina, e que a unidade tem localização privilegiada, conectando as duas margens do Rio Pinheiros e tem importantes sinergias com o Shopping Cidade Jardim e demais empreendimentos desenvolvidos pela JHSF na região.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker JHSF3.

Veja o documento:

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Empresas

Petrobras: Privatização entra no radar do governo via projeto de lei

A iniciativa já é discutida com a cúpula do Congresso

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A Petrobras poderá ser privatizada. Ao menos é isso o que trata um projeto de lei que está sendo estudado pelo governo federal.

A iniciativa já é discutida com a cúpula do Congresso para, assim, pavimentar uma via que seja boa para ambos.

Inclusive, a possibilidade já é admitida pelo Executivo, entretanto o primeiro Poder diz considerar que a medida é de difícil implementação.

Na prática, o plano consiste em elaborar um PL que permita à União começar a se desfazer das ações da companhia de forma a perder o controle.

Petrobras

De acordo com informações da CNN Brasil, o governo manteria a chamada “golden share”, que o permitiria vetar determinadas operações da petroleira e ainda apontar o presidente da empresa. Hoje, o governo federal tem o controle por meio de 50,5% das ações ordinárias, que são as ações com direito a voto.

Também disse que considerando o capital total da empresa (ações ordinárias e preferenciais), o grupo de controle é composto por ações do governo e do BNDES que juntos detém 36,75% dos papéis.

E acrescentou que a equipe econômica defende que a Petrobras passe para o Novo Mercado, acabando com a diferença entre ações ordinárias e preferenciais. Na avaliação da equipe de Paulo Guedes isso já elevaria o valor dos papéis, valorizando a empresa.

Desta forma, elencou, o governo então começaria a venda de ações pelos papéis que hoje são detidos pelo BNDES e pelo BNDESPAR. O objetivo seria transformar a Petrobras numa “corporation”, com capital pulverizado, como o pretendido para a Eletrobras. Uma diferença é que, no caso da petroleira, somente a União poderia deter mais do que 10% das ações.

PETR4: Ibovespa

Das ações do dia, destaque para Petrobras que recebeu aditivo após rumores de privatização por parte do governo. O ativo PETR4 subiu 6,84% (R$ 29,04) e o PETR3 subiu 6,13% ( R$ 29,61).

Confira as 3 maiores altas do Ibovespa de hoje, segundo a Eleven Financial:

📈#PETR4   +6,84%  (R$ 29,04)

📈#CVCB3   +6,14%  (R$ 18,15)

📈#PETR3    +6,13%  (R$ 29,61)

Confira as 3 maiores baixas do Ibovespa de hoje:

📉#SUZB3   -2,52%  (R$ 51,47)

📉#YDUQ3   -1,32%  (R$ 22,35)

📉#BRFS3    -1,27%  (R$ 21,73)

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